MAMOPLASTIA (MAMOPLASTIA REDUTORA E MASTOPEXIA)

A mamoplastia redutora é a cirurgia realizada para a redução e, conseqüentemente, elevação das mamas em mulheres com mamas grandes demais, pesadas e desproporcionais em relação à sua estrutura física, causando problemas na coluna e de postura, assim como problemas de ordem emocional e de baixa auto-estima.

A mastopexia está indicada para mulheres que, após a amamentação e o avançar da idade, ficaram com as mamas caídas (ptosadas) devido à frouxidão dos tecidos e ao excesso de pele. A mastopexia pode ser associada à colocação de próteses de mama reduzindo o tamanho da cicatriz necessária para elevação da mesma.

Este procedimento pode ser realizado a partir dos 16 anos, quando a formação da mama já está completa. Porém esta idade pode ser muito precoce devido a paciente não estar psicologicamente amadurecida para decidir pela operação. Sempre converse com seu médico antes de se decidir; para que ele possa lhe mostrar os potenciais benefícios e limitações desta técnica operatória, de acordo com o seu caso, pois vários aspectos individuais irão influenciar o resultado.

Pré-operatório

  • 1 – Não tomar nos 15 dias que antecedem a cirurgia: AAS (Melhoral, Buferim, Aspirina), Anti-inflamatórios, fitoterápicos (Kava Kava, Ginkgo biloba).
  • 2 – Pacientes hipertensos e diabéticos não devem suspender as medicações.
  • 3 – Deverão ser realizados exames pré-operatórios como sangue, urina, Rx de tórax, mamografia ou ecografia de mamas. Risco cirúrgico será solicitado quando necessário.
  • 4 – Avaliação do Pneumologista e Endocrinologista também será solicitada quando se fizer necessário.
  • 5 – Fotos para comparação e estudo.
  • 6 – No dia da cirurgia, o paciente deverá fazer jejum de 8 horas antes da cirurgia, inclusive de água.
  • 7 – As fumantes devem interromper o hábito um mês antes da cirurgia. O tabagismo prejudica a cicatrização e predispõe complicações pósoperatórias como necrose, má-cicatrização e infecção.
  • 8 – Deve-se interromper toda e qualquer medicação para emagrecimento que eventualmente esteja tomando, no mínimo 20 dias antes da cirurgia. Pacientes que utilizam contraceptivos orais podem ser solicitadas a interromper o seu uso por um mês antes do procedimento cirúrgico, assim como as pacientes que utilizam reposição de hormônios femininos.
  • 9 – Outras recomendações serão dadas de acordo com as peculiaridades de cada paciente.

O paciente deve comunicar qualquer anormalidade que possa lhe ocorrer no pré-operatório até a véspera da cirurgia.

No dia da cirurgia

  • 1 – Retire brincos, anéis, correntes e outros objetos metálicos, levando somente o que for necessário.
  • 2 – Antes de ir para a clínica realize sua higiene pessoal com bastante rigor.
  • 3 – Não faça qualquer depilação na véspera ou no dia da cirurgia, e não utilize maquiagens e esmalte de unha para facilitar a monitorização pelo anestesista.
  • 4 – Não se esqueça de levar a cinta modeladora e objetos para higiene pessoal.
  • 5 – Comparecer à clínica pelo menos 1 hora antes do horário previsto para a cirurgia.

Técnica Operatória

O cirurgião, juntamente com a paciente, deverá decidir qual o tamanho das mamas. A forma da cicatriz dependerá da técnica utilizada: em T invertido (ou em âncora), periareolar, vertical, em L. A técnica a ser empregada depende do formato da mama, tipo de pele, flacidez, queda (ptose), tamanho (se grande, pequena ou média), presença de estrias, etc.

Anestesia

O procedimento é realizado, comumente, sob anestesia peridural com anestesista. Podem-se realizar outros tipos de anestesias quando houver cirurgias associadas. Durante a intervenção cirúrgica, o paciente é monitorado pelo anestesista, procedimento que julgamos de vital importância na condução de nossas cirurgias.

Internação

Para anestesia peridural entre 12 e 24 horas.

Pós-operatório

  • 1 – Seguir fielmente as medicações em receita.
  • 2 – É proibido FUMAR, ou estar perto de fumantes.
  • 3 – Repouso relativo domiciliar. Sempre que necessitar, ande pela casa.
  • 4 – Sempre que se levantar, permanecer sentada por 1 minuto antes de andar.
  • 5 – Massagem em panturrilhas 2 vezes por dia.
  • 6 – Não se expor ao sol por três a seis meses.
  • 7 – Ingerir bastante líquidos; pelo menos 2 Litros por dia: água de coco, sucos, Gatorade ®, etc. Evitar refrigerantes.
  • 8 – Dieta livre, de fácil digestão, pobre em gorduras, e rica em proteínas: clara de ovos, gelatina, carnes brancas.
  • 9 – Banho normal. Utilizar banco dentro do boxe.
  • 10 – Passar álcool 70% sobre as fitas após o banho.
  • 11 – Utilizar o sutiã cirúrgico por 24 horas nos primeiros 15 dias, e por 12 horas diurnas por mais 15 dias.
  • 12 – Se for necessário retirar o sutiã, permanecer deitada e sem fazer esforços.
  • 13 – Nunca fazer compressas quentes, mornas ou geladas nas áreas operadas.
  • 14 – Não elevar os braços mais que um palmo em relação ao tórax e não sustentar peso maior que 1 kg. Evitar movimentos bruscos e estiramentos, bem como levar os braços para trás, pois estes movimentos forçam as suturas, contribuindo para formação de cicatrizes não estéticas.
  • 15 – Não dormir de lado.

Os pontos habitualmente são retirados entre 2 e 3 semanas. O edema regredirá em 70% após 1 mês da cirurgia, sendo que o resultado final se apresentará em 6 meses. Os cuidados com a cicatriz é um trabalho conjunto entre o cirurgião e a paciente.

Após 1 ou 2 semanas podem-se iniciar massagens nas mamas para auxiliar no resultado, assim como massagem com óleos nas cicatrizes (rosa mosqueta, amêndoas, óleo mineral, etc.). A anestesia da aréola pode durar em média 2 meses, dependendo de cada paciente. Em algumas técnicas a anestesia da aréola é definitiva.

Complicações Possíveis

Todas as pessoas submetidas a um procedimento cirúrgico estão expostas a um risco de complicações. Este risco está relacionado a uma série de fatores como: ocorrência de doenças crônicas, idade, hábitos de vida, extensão da cirurgia, associação de cirurgias, tratamento cirúrgico de órgãos vitais, entre outros. Portanto todo risco é relativo, e está relacionado a cada indivíduo. As complicações que podem ocorrer quando se é submetido a uma cirurgia das mamas são:

  • 1 – Deiscência (abertura) dos pontos.
  • 2 – Necroses (morte dos tecidos).
  • 3 – Assimetrias.
  • 4 – Alterações cicatriciais como queloides, cicatrizes alargadas e cicatrizes hipertróficas.
  • 5 – Anestesia da aréola que poderá ser temporária ou definitiva.
  • 6 – Infecção: pode ocorrer após 3 a 5 dias.
  • 7 – Hematomas (sangramentos).
  • 8 – Seroma.
  • 9 – Trombose venosa profunda e embolia pulmonar. As mais graves. Ocorrem quando coágulos de sangue obstruem os vasos sanguíneos, provocando comprometimento de tecidos e órgãos (pulmão, por exemplo). Para sua prevenção utilizamos medidas que são escolhidas de acordo com cada paciente.

A gravidez, devido à ação hormonal e ingurgitamento das mamas, altera sua forma e escurece as cicatrizes. Cerca de 50% das pacientes não conseguem amamentar. É extremamente importante entrar em contato com seu cirurgião (e/ou sua equipe) para o relato de qualquer sintoma, pois ele é a única pessoa que poderá lhe tirar dúvidas e prestar as informações adequadas.